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Data centers ganham incentivo no Brasil, mas energia e transmissão limitam a expansão

Data centers ganham incentivo no Brasil, mas energia e transmissão limitam a expansão

Data centers ganham incentivo no Brasil, mas energia e transmissão limitam a expansão
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A sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) melhorou o ambiente para a implantação, manutenção e expansão de data centers no Brasil. O regime zera PIS/Pasep, Cofins e IPI sobre equipamentos elegíveis, reforçando a tentativa do governo de atrair infraestrutura ligada à inteligência artificial e ampliar a capacidade digital instalada no país. Representantes do setor, porém, afirmam que o principal obstáculo deixou de ser tecnológico: disponibilidade de energia, conectividade e refrigeração passou a determinar a escala e a viabilidade dos projetos.

A dimensão da demanda potencial é relevante, mas exige cautela. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), existem mais de 56 GW em pedidos de acesso à rede feitos por projetos de data centers, volume equivalente a cerca de um quinto da capacidade instalada de geração do Brasil. A própria EPE considera que muitos desses pedidos não sairão do papel e está conversando com investidores para avaliar o estágio real dos projetos. O desafio é planejar reforços na transmissão sem construir capacidade muito superior à demanda efetiva. Esse descompasso é agravado pelos prazos: uma linha de transmissão leva aproximadamente cinco anos para ser implantada, enquanto um grande data center pode ser construído em cerca de três anos.

A reportagem também aponta oportunidades de descentralização. Atualmente, 96% da capacidade brasileira de data centers está concentrada no Sudeste, embora outras regiões disponham de energia e terrenos que podem sustentar novos polos. Para que essa expansão ocorra, será necessário investir não apenas em geração e transmissão, mas também em fibra óptica, baixa latência e resiliência da conectividade. O Brasil é descrito como atrativo pela disponibilidade potencial de energia renovável competitiva, mas essa vantagem só poderá ser convertida em projetos operacionais se os gargalos de infraestrutura forem resolvidos.

Para investidores, o quadro combina melhora regulatória, demanda potencial expressiva e riscos concretos de execução. O Redata pode reduzir custos de equipamentos, mas não elimina atrasos de conexão, necessidade de expansão da rede ou incertezas sobre quais projetos representam demanda firme. Assim, acesso contratado à energia, localização, cronograma de transmissão e qualidade da conectividade tornam-se fatores centrais para selecionar e precificar investimentos no setor.

Leia a notícia original em c-level.folha.uol.com.br.

XMobots obtém certificação da Anac para operações do drone Nauru 100D

XMobots obtém certificação da Anac para operações do drone Nauru 100D

XMobots obtém certificação da Anac para operações do drone Nauru 100D
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A XMobots recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a certificação do Nauru 100D, sistema aéreo não tripulado desenvolvido no Brasil para aplicações de Defesa e Segurança. A versão certificada é a ISR, voltada a inteligência, vigilância e reconhecimento, e está autorizada a operar com alcance de até 30 quilômetros e altitude de até 6 mil pés em relação ao nível do mar, durante o dia e à noite, observadas as condições estabelecidas pelo regulador.

O processo considerou requisitos dos regulamentos brasileiros de aviação civil, incluindo o RBAC-E 94 e o RBAC 100. Segundo a reportagem, a autorização não impõe a restrição de manter a aeronave sobre áreas de solo controladas, ampliando as possibilidades de emprego em monitoramento de grandes extensões, regiões rurais, Segurança Pública, Defesa, vigilância e busca e salvamento. A certificação representa um avanço regulatório relevante para a XMobots e para a utilização comercial e institucional da plataforma.

Com 9 quilos, o Nauru 100D pode ser preparado para operação em até três minutos. O kit padrão inclui três baterias, cada uma com autonomia de até duas horas, o que permite missões de até seis horas mediante o uso sequencial. O sistema é transportado em duas mochilas, que também funcionam como estação de comando e controle e estação de carregamento. Sua arquitetura modular admite diferentes sensores, incluindo uma configuração eletro-óptica com câmeras RGB e infravermelha termal, além de recursos para detectar e acompanhar pessoas e veículos, ler placas e apoiar operações de localização.

A certificação abrange especificamente a configuração ISR atualmente apresentada. Outras evoluções citadas, como a versão UCAV para aplicações de Defesa com munição e o conceito Swarm para operações coordenadas com múltiplas aeronaves, permanecem em desenvolvimento e não são objeto da autorização anunciada. Sediada em São Carlos, a XMobots reúne cerca de 500 profissionais, dos quais mais de 250 são engenheiros, e desenvolve internamente aeronaves, aviônicos, software, sensores, inteligência artificial, comunicações e sistemas de missão.

Leia a notícia original em https://mundogeo.com.

XMobots supera R$ 220 milhões em investimentos em tecnologia brasileira de defesa

XMobots supera R$ 220 milhões em tecnologia brasileira de defesa

XMobots supera R$ 220 milhões em investimentos em tecnologia brasileira de defesa
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Fundada em 2007 e sediada em São Carlos, a XMobots já destinou mais de R$ 220 milhões à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias para Defesa e Segurança. O investimento abrange drones, sensores, inteligência artificial e sistemas de navegação e controle. Segundo os dados divulgados pela companhia, cerca de R$ 11 milhões foram aplicados entre 2010 e 2022, com apoio de instituições como FAPESP, Finep e CNPq; desde 2022, outros R$ 209 milhões foram direcionados a novos projetos com parceiros que incluem Finep, ANP, Petrobras, Repsol, Petronas e MBDA.

A operação emprega aproximadamente 500 pessoas em São Carlos, mais de 250 delas engenheiros, e reúne internamente competências de engenharia aeronáutica, mecânica, eletrônica, software, inteligência artificial, sensores, comunicação e propulsão. A fábrica tem capacidade declarada para produzir mais de duas mil unidades por ano. Entre os equipamentos estão os drones da família Nauru e o sensor eletro-óptico XSIS 222A; o Nauru 500C tornou-se o primeiro VTOL autorizado pela ANAC para operações além da linha de visada no Brasil e recebeu autorização para voos noturnos em 2024.

O Nauru 1000C, aeronave de maior porte da família, teve seu primeiro sistema entregue ao Exército Brasileiro em dezembro de 2022. A família Nauru acumula cerca de 5 mil horas de voo e 5 mil operações. Em janeiro de 2026, a empresa também iniciou com a Marinha do Brasil e a Petrobras um programa estimado em R$ 50 milhões para adaptar as aeronaves a missões navais e offshore. A agenda tecnológica inclui ainda navegação independente de GPS, coordenação de enxames e o Nauru 3000D, plataforma híbrida em desenvolvimento com autonomia projetada de até 14 horas.

Leia a notícia original em https://saocarlosemrede.com.br.

Jinko ESS e UCB Power firmam parceria para produzir BESS no Brasil

Jinko ESS e UCB Power firmam parceria para produzir BESS no Brasil

Jinko ESS e UCB Power firmam parceria para produzir BESS no Brasil
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A Jinko ESS firmou uma parceria com a UCB Power para atender ao mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O foco inicial são os leilões de reserva de capacidade previstos para dezembro: a UCB fará a montagem no Brasil, permitindo que a solução concorra tanto no certame com exigência de conteúdo local quanto no lote que admite equipamentos importados. A aliança combina a tecnologia da Jinko — que informa ter 2 GWh de sistemas instalados e em operação na América Latina — com a capacidade industrial e a experiência de mais de cinco décadas da UCB na fabricação de baterias.

A primeira rota de nacionalização, de acordo com a metodologia do BNDES, será executada na fábrica da UCB em Extrema, Minas Gerais. As empresas também poderão avaliar alternativas na unidade de Manaus conforme a demanda evoluir. A capacidade potencial mencionada varia de 1,5 GWh a 4,5 GWh por ano, dependendo da rota produtiva e do número de turnos; a expansão, contudo, dependerá dos projetos efetivamente contratados no leilão e do volume de pedidos.

Para esses projetos, a Jinko prepara o contêiner SunTera G3, com 6,25 MWh, que está em fase final de certificação e aumenta a densidade energética sem alterar as dimensões externas do equipamento. A estratégia prevê início dos embarques no primeiro semestre de 2027 e primeiras entregas no segundo semestre, em linha com a obrigação de entrada em operação dos projetos até agosto de 2028. Além do leilão, a parceria pretende explorar aplicações comerciais e industriais de maior porte no mercado brasileiro.

Leia a notícia original em https://www.ess-news.com.