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AMD supera US$ 1 trilhão com avanço de 107% nas vendas para data centers

AMD supera US$ 1 trilhão com avanço de 107% nas vendas para data centers
Imagem vinculada à notícia original.

A Advanced Micro Devices (AMD) superou pela primeira vez US$ 1 trilhão em valor de mercado, após suas ações avançarem até 9,6% e alcançarem uma máxima recorde. Segundo a reportagem, o movimento refletiu a renovação do apetite dos investidores por empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial. A ação acumulava valorização de aproximadamente 185% em 2026, desempenho muito superior ao do Nasdaq, embora a companhia ainda permanecesse significativamente abaixo da Nvidia em valor de mercado.

Os resultados operacionais oferecem uma medida mais concreta da expansão da demanda. No segundo trimestre, a AMD registrou receita total de US$ 11,54 bilhões, alta de 50% em relação aos US$ 7,69 bilhões apurados um ano antes. A divisão de data centers alcançou vendas de US$ 6,7 bilhões, crescimento anual de 107%. A empresa atribui parte dessa expansão à demanda por chips de inteligência artificial e por CPUs utilizadas em conjunto com GPUs em servidores, segmento no qual vem conquistando participação da Intel.

Para competir com a Nvidia, a AMD acelerou o lançamento de produtos e passou a oferecer sistemas mais completos, reunindo processadores, equipamentos de rede e outros componentes, em vez de vender apenas chips isolados. A CEO Lisa Su afirmou que a companhia espera duplicar as vendas de data centers em 2027 e já havia indicado expectativa de crescimento anual superior a 35%, impulsionado por chips de IA. A Nvidia também declarou esperar duplicar o número de chips vendidos no ano seguinte.

Os números reforçam a existência de demanda global relevante por capacidade computacional, mas não eliminam os riscos. O entusiasmo com fabricantes de chips havia diminuído anteriormente diante do escrutínio sobre os gastos das grandes empresas de nuvem, além da pressão de juros elevados e do ambiente macroeconômico. A valorização da AMD e suas projeções não garantem ocupação de data centers nem retornos de infraestrutura; elas funcionam como evidência de demanda potencial que precisa ser confrontada com disponibilidade de energia, conectividade, custos, regulação e disciplina de implantação.

Leia a notícia original em exame.com.