A UCB Power e a Jinko ESS, subsidiária da Jinko Solar, assinaram durante a Intersolar South America 2026 um memorando de entendimento para avaliar a industrialização, no Brasil, de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos pela sigla BESS. A iniciativa pretende combinar a tecnologia, o portfólio e a experiência internacional da Jinko ESS com a capacidade industrial, o conhecimento técnico e a presença local da UCB Power.
A primeira alternativa em análise prevê o desenvolvimento de uma rota de industrialização na fábrica da UCB Power em Extrema, Minas Gerais. As empresas também poderão considerar outras opções de produção, conforme a demanda, os requisitos dos projetos e as condições de mercado. A fabricação local poderá ajudar determinados equipamentos a cumprir exigências de conteúdo nacional e, caso sejam atendidos os critérios aplicáveis, ampliar o acesso a linhas de financiamento do BNDES.
Entre as oportunidades avaliadas está uma possível participação de soluções BESS no Leilão de Reserva de Capacidade, o LRCAP. A cooperação também poderá abranger aplicações voltadas à estabilidade e à flexibilidade da rede elétrica, à redução de restrições de transmissão e distribuição, à integração de fontes renováveis e aos segmentos comercial, industrial e de atividades intensivas em energia. A Jinko ESS inclui na estratégia o SunTera G3, sistema conteinerizado de 6,25 MWh com células de 587 Ah, atualmente na etapa final de certificação.
O acordo representa uma etapa inicial, e a matéria não informa contratos de produção, investimentos comprometidos ou encomendas firmes. A implementação dependerá da demanda, das regras dos projetos, das condições de mercado, da conclusão da certificação e, no caso de eventual financiamento, do atendimento aos requisitos do BNDES. Para a UCB Power, a parceria abre a possibilidade de aplicar sua infraestrutura e seus mais de 50 anos de experiência na fabricação de baterias à formação de uma cadeia brasileira de armazenamento de energia em maior escala.
A XMobots recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a certificação do Nauru 100D, sistema aéreo não tripulado desenvolvido no Brasil para aplicações de Defesa e Segurança. A versão certificada é a ISR, voltada a inteligência, vigilância e reconhecimento, e está autorizada a operar com alcance de até 30 quilômetros e altitude de até 6 mil pés em relação ao nível do mar, durante o dia e à noite, observadas as condições estabelecidas pelo regulador.
O processo considerou requisitos dos regulamentos brasileiros de aviação civil, incluindo o RBAC-E 94 e o RBAC 100. Segundo a reportagem, a autorização não impõe a restrição de manter a aeronave sobre áreas de solo controladas, ampliando as possibilidades de emprego em monitoramento de grandes extensões, regiões rurais, Segurança Pública, Defesa, vigilância e busca e salvamento. A certificação representa um avanço regulatório relevante para a XMobots e para a utilização comercial e institucional da plataforma.
Com 9 quilos, o Nauru 100D pode ser preparado para operação em até três minutos. O kit padrão inclui três baterias, cada uma com autonomia de até duas horas, o que permite missões de até seis horas mediante o uso sequencial. O sistema é transportado em duas mochilas, que também funcionam como estação de comando e controle e estação de carregamento. Sua arquitetura modular admite diferentes sensores, incluindo uma configuração eletro-óptica com câmeras RGB e infravermelha termal, além de recursos para detectar e acompanhar pessoas e veículos, ler placas e apoiar operações de localização.
A certificação abrange especificamente a configuração ISR atualmente apresentada. Outras evoluções citadas, como a versão UCAV para aplicações de Defesa com munição e o conceito Swarm para operações coordenadas com múltiplas aeronaves, permanecem em desenvolvimento e não são objeto da autorização anunciada. Sediada em São Carlos, a XMobots reúne cerca de 500 profissionais, dos quais mais de 250 são engenheiros, e desenvolve internamente aeronaves, aviônicos, software, sensores, inteligência artificial, comunicações e sistemas de missão.
Fundada em 2007 e sediada em São Carlos, a XMobots já destinou mais de R$ 220 milhões à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias para Defesa e Segurança. O investimento abrange drones, sensores, inteligência artificial e sistemas de navegação e controle. Segundo os dados divulgados pela companhia, cerca de R$ 11 milhões foram aplicados entre 2010 e 2022, com apoio de instituições como FAPESP, Finep e CNPq; desde 2022, outros R$ 209 milhões foram direcionados a novos projetos com parceiros que incluem Finep, ANP, Petrobras, Repsol, Petronas e MBDA.
A operação emprega aproximadamente 500 pessoas em São Carlos, mais de 250 delas engenheiros, e reúne internamente competências de engenharia aeronáutica, mecânica, eletrônica, software, inteligência artificial, sensores, comunicação e propulsão. A fábrica tem capacidade declarada para produzir mais de duas mil unidades por ano. Entre os equipamentos estão os drones da família Nauru e o sensor eletro-óptico XSIS 222A; o Nauru 500C tornou-se o primeiro VTOL autorizado pela ANAC para operações além da linha de visada no Brasil e recebeu autorização para voos noturnos em 2024.
O Nauru 1000C, aeronave de maior porte da família, teve seu primeiro sistema entregue ao Exército Brasileiro em dezembro de 2022. A família Nauru acumula cerca de 5 mil horas de voo e 5 mil operações. Em janeiro de 2026, a empresa também iniciou com a Marinha do Brasil e a Petrobras um programa estimado em R$ 50 milhões para adaptar as aeronaves a missões navais e offshore. A agenda tecnológica inclui ainda navegação independente de GPS, coordenação de enxames e o Nauru 3000D, plataforma híbrida em desenvolvimento com autonomia projetada de até 14 horas.
A Jinko ESS firmou uma parceria com a UCB Power para atender ao mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O foco inicial são os leilões de reserva de capacidade previstos para dezembro: a UCB fará a montagem no Brasil, permitindo que a solução concorra tanto no certame com exigência de conteúdo local quanto no lote que admite equipamentos importados. A aliança combina a tecnologia da Jinko — que informa ter 2 GWh de sistemas instalados e em operação na América Latina — com a capacidade industrial e a experiência de mais de cinco décadas da UCB na fabricação de baterias.
A primeira rota de nacionalização, de acordo com a metodologia do BNDES, será executada na fábrica da UCB em Extrema, Minas Gerais. As empresas também poderão avaliar alternativas na unidade de Manaus conforme a demanda evoluir. A capacidade potencial mencionada varia de 1,5 GWh a 4,5 GWh por ano, dependendo da rota produtiva e do número de turnos; a expansão, contudo, dependerá dos projetos efetivamente contratados no leilão e do volume de pedidos.
Para esses projetos, a Jinko prepara o contêiner SunTera G3, com 6,25 MWh, que está em fase final de certificação e aumenta a densidade energética sem alterar as dimensões externas do equipamento. A estratégia prevê início dos embarques no primeiro semestre de 2027 e primeiras entregas no segundo semestre, em linha com a obrigação de entrada em operação dos projetos até agosto de 2028. Além do leilão, a parceria pretende explorar aplicações comerciais e industriais de maior porte no mercado brasileiro.
Opinião: A Evolução da Tese de Healthtech na América Latina
Nossa jornada como investidores em tecnologia para a saúde nos ensinou lições valiosas e, muitas vezes, duras. No passado, através da experiência da Confrapar com o investimento na Help Saúde, vivenciamos na pele o quão difícil era inovar em um setor estruturalmente engessado. Naquela época, o grande desafio das healthtechs era tentar otimizar a escassez: nosso esforço era digitalizar agendas e conectar pacientes a uma oferta inelástica de médicos. Batíamos de frente com a baixa digitalização dos profissionais, a resistência à mudança de comportamento e, principalmente, a barreira intransponível do custo e da disponibilidade do atendimento humano. Estávamos presos ao modelo de pagamento por serviço (fee-for-service), que remunera a doença e limita o crescimento ao tempo físico do profissional.
Hoje, o paradigma mudou e a tese de investimento é radicalmente diferente graças à Inteligência Artificial. A IA não atua mais apenas como um facilitador de agendamentos, mas como um motor de expansão de capacidade. Ao assumir a “camada de informação” do cuidado — que envolve triagem, pré-diagnósticos, monitoramento crônico e educação em saúde —, a tecnologia reduz o custo marginal a quase zero. Isso nos permite, pela primeira vez, desenhar soluções para atender a uma demanda ilimitada por saúde e bem-estar.
A América Latina possui uma oportunidade única de pular etapas (leapfrog) nesse novo cenário. Em vez de tentar consertar ou replicar os modelos ocidentais baseados na escassez de recursos e no alto custo, a região pode adotar rapidamente novos modelos de negócios que promovam o consumo abundante de serviços de IA. A chave para essa virada é o abandono da cobrança por procedimento em favor do acesso contínuo. Modelos de assinatura ou pagamento fixo mensal por paciente (PMPM) alinham os incentivos da operadora, da startup e do paciente com a saúde preventiva de longo prazo.
Contudo, se a barreira de ontem era a adoção tecnológica, o grande obstáculo de hoje é regulatório. A lentidão na adaptação das regras do setor pode se tornar a principal âncora dessa revolução. A falta de diretrizes claras e de códigos de remuneração específicos para atendimentos e serviços mediados por IA inibe a inovação, impedindo que esses modelos ganhem escala e viabilidade financeira. Manter regulamentações desatualizadas significa atrasar a incorporação segura da IA na rotina clínica, privando a população de ganhos absurdos em qualidade de vida, redução de gastos evitáveis e aumento de produtividade.
O jogo mudou: a dificuldade não é mais conectar o paciente ao médico, mas sim democratizar o cuidado contínuo. Os vencedores nesta nova era na Latam serão os fundadores e investidores capazes de precificar a abundância e alinhar a tecnologia com novos modelos de negócios, enquanto ajudam a destravar os nós regulatórios do continente.
Escrito por: Kadu Guillaume/Founder and Managing Partner at Confrapar S/A
Na avaliação do fundador da Confrapar, gestora com cerca de R$ 1 bilhão em ativos, mercado permanece aquecido por ativos descontados
Kadu Guillaume, sócio da Confrapar, diz que a turbulência global não esfriou o apetite das empresas
Kadu Guillaume é sócio e um dos fundadores da Confrapar, gestora brasileira de private equity e growth equity especializada em investimentos em empresas impulsionadas por tecnologia na América Latina, com cerca de R$ 1 bilhão em ativos sob gestão. Com mais de 15 anos de experiência na área e atuações em mercados da América Latina, Ásia e Estados Unidos, ele traçou, em entrevista exclusiva ao BRAZIL ECONOMY, o cenário de private equity no Brasil e na América Latina. Apesar do momento desafiador da economia internacional, a região segue como um polo atrativo para quem quer apostar nessa tendência. Confira a entrevista completa:
Como você enxerga o mercado de private equity atualmente no Brasil?
Esse mercado tende a ser, por natureza, oportunístico. Mesmo em contextos desafiadores, como o atual, marcado por juros elevados, câmbio volátil e incertezas políticas, ele permanece ativo na busca por ativos descontados, oportunidades de consolidação e empresas com fundamentos sólidos, que possam se beneficiar tanto de capital para crescimento quanto de uma gestão mais profissionalizada. O setor vinha atuando de forma mais oportunística, com foco em oportunidades pontuais. É importante que as empresas busquem teses de crescimento estruturadas, capazes de transformar empresas tradicionais em líderes de seus nichos, promover a consolidação de mercados e criar negócios mais competitivos e inovadores.
Qual o principal perfil de clientes que vocês enxergam como potenciais para este mercado?
Na Confrapar, a atuação como investidora está direcionada a estratégias de crescimento com algum viés tecnológico, ainda que não exclusivamente. Esse perfil mantém forte demanda, tanto de parceiros estratégicos, que agregam valor além do capital, quanto de investidores interessados em suporte para novos ciclos de expansão, acesso a redes de relacionamento e conhecimento setorial aprofundado. Ao investir em empresas com estratégias de crescimento apoiadas por tecnologia, é possível promover ajustes rápidos, reposicionar negócios no mercado e acelerar processos de digitalização e profissionalização. Além disso, a presença regional permite identificar quais países estão melhor posicionados para se beneficiar de distorções comerciais como essa, ampliando o potencial de retorno ajustado ao risco. Um setor em que a tecnologia vem desempenhando papel central é o de finanças, onde o Brasil se destaca internacionalmente, por meio de fintechs, insuretechs e plataformas de apoio à gestão.
Além de escritórios em cidades brasileiras, a Confrapar também possui operações em Bogotá e na Cidade do México. Você nota uma diversificação da cobertura de private equity para a América Latina?
Sim. A presença regional da Confrapar vai além do Brasil, abrangendo toda a América Latina. Essa cobertura geográfica permite diluir riscos específicos de cada país e, ao mesmo tempo, aproveitar oportunidades de transformação que surgem de forma assimétrica na região. A integração latino-americana amplia as alternativas de investimento e cria oportunidades concretas de expansão internacional para as empresas do portfólio, fortalecendo o retorno ajustado ao risco. Aliás, aqui eu destaco as áreas de logística e agronegócio, em que o Brasil e a América Latina já são tradicionalmente fortes, mas que apresentam grande potencial de crescimento com a aplicação de tecnologia e digitalização de processos, permitindo escalar operações.
Como as medidas protecionistas de Donald Trump impactam este mercado no Brasil?
A aplicação de tarifas sobre exportações brasileiras certamente cria desafios pontuais para algumas empresas exportadoras, como a Embraer e outras. No entanto, o impacto sobre o setor de private equity precisa ser analisado com mais nuances. Barreiras comerciais podem reduzir a competitividade de determinados players, mas também geram oportunidades, como substituição de exportações, redirecionamento de cadeias logísticas e surgimento de novos fornecedores locais.
Quais os principais setores que devem apostar em private equity no Brasil?
Os setores brasileiros em que concentramos nossos investimentos estão alinhados a teses de crescimento sólido, com potencial de expansão regional e uso estratégico da tecnologia como alavanca. Mesmo em segmentos tradicionais, temos identificado empresas capazes de escalar, inovar e se tornarem líderes em seus nichos. O setor de saúde é muito pulsante, incluindo serviços especializados, soluções de apoio e gestão hospitalar. São negócios que podem se beneficiar de capital para expansão, consolidação de mercados fragmentados e adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial aplicada à saúde. Outra área importante é a de ensino, principalmente educação continuada e profissionalizante, com foco em soluções digitais voltadas à inclusão produtiva e à empregabilidade, também impulsionadas pelo uso de inteligência artificial.
Pelo menos no céu, o Brasil já ocupa lugar de destaque global. Segundo levantamento da Flapper, o país acaba de ultrapassar a marca de 1.000 jatos executivos registrados — se consolidando como o segundo maior mercado de aviação privada do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
O número coloca o Brasil à frente de potências como México, Canadá e Alemanha, e destaca o ritmo acelerado de crescimento da aviação executiva no país. Em apenas cinco anos, o Brasil foi o país que mais adicionou jatinhos à frota privada.
A explosão do número de aeronaves reflete não só o aumento da demanda por mobilidade aérea entre empresários, políticos e investidores, mas também o amadurecimento do mercado de táxi aéreo no país.
A Flapper, plataforma global de aviação sob demanda, é uma das protagonistas desse movimento. Com sede no Brasil e Portugal, e escritórios em hubs estratégicos ao redor do mundo, a empresa já transportou mais de 30 mil passageiros, mantendo índices de segurança considerados impecáveis no setor.
O cenário atual reforça o papel do Brasil como hub de aviação executiva na América Latina e revela um comportamento de consumo que vem se consolidando entre os altos executivos e famílias de alta renda: fugir dos aeroportos comerciais e ganhar tempo no ar.
Flapper, empresa do portfólio da Confrapar e líder em aviação privada sob demanda na América Latina, acaba de anunciar um movimento histórico para o setor: a aquisição da Black Aviação. A operação não apenas expande a frota e a capacidade operacional da companhia, mas marca o lançamento do seu exclusivo clube de jatos privados, com uma meta ambiciosa de faturamento de R$ 100 milhões.
Para a Confrapar, este movimento é a materialização da nossa tese de investimento em plataformas tecnológicas que desintermediam mercados complexos. A Flapper deixa de ser “apenas” o “Uber dos jatos” para se consolidar como um ecossistema completo de mobilidade aérea de luxo e eficiência.
Sinergia e Expansão de Frota
Com a integração da Black Aviação, a Flapper incorpora uma expertise operacional robusta e ativos que permitem maior controle sobre a oferta de voos. A aquisição visa atacar um gap no mercado brasileiro: a necessidade de previsibilidade e exclusividade para o cliente corporativo e de alto padrão.
O Novo Clube de Jatos: Exclusividade e Tecnologia
O grande destaque da operação é o lançamento do clube de assinaturas de jatos. O modelo oferece:
Acesso prioritário a uma frota dedicada.
Custos operacionais otimizados através da tecnologia proprietária da Flapper.
Foco em eficiência: A meta de atingir R$ 100 milhões com este novo produto reflete a demanda reprimida por serviços de aviação executiva mais ágeis e menos burocráticos.
O Olhar da Confrapar
A Confrapar investe em empresas que possuem alta capacidade de execução e visão de longo prazo. Paul Malicki e o time da Flapper demonstraram, com este M&A, que a estratégia de escala da companhia é sustentável e inovadora.
“A aquisição da Black Aviação é um divisor de águas. Estamos unindo a inteligência de dados da Flapper com a solidez operacional de uma operadora de hangar e frota de excelência. É o futuro da aviação executiva chegando antes no Brasil”, destaca a equipe de gestão da Confrapar.
Próximos Passos
A Flapper continua sua trajetória de expansão não apenas no Brasil, mas consolidando sua presença internacional, utilizando a tecnologia como principal diferencial competitivo para democratizar (dentro de seu segmento) o acesso a voos executivos e otimizar a ocupação de aeronaves.
A Ingresse, empresa do portfólio da Confrapar, acaba de dar mais um passo decisivo em sua jornada para se tornar a maior plataforma de entretenimento ao vivo do mundo. A companhia anunciou a aquisição da Ingresso Nacional, principal player da região Sul do país, marcando sua oitava movimentação de M&A (fusões e aquisições).
Para a Confrapar, este movimento reafirma a tese de investimento em empresas tecnológicas de alto crescimento que utilizam inteligência de dados e eficiência operacional para liderar seus mercados. Desde o início da nossa parceria, temos acompanhado a Ingresse em uma trajetória de expansão acelerada, que combina crescimento orgânico robusto com uma agenda de consolidação setorial extremamente precisa.
Expansão Regional e Metas Arrojadas
A chegada da Ingresso Nacional fortalece a presença da Ingresse em estados estratégicos e traz uma expectativa de incremento de R$ 750 milhões em volume de vendas. Com essa integração, a Ingresse projeta um crescimento de 50% no faturamento para 2025, mantendo o ritmo de expansão “high double digits” que tem apresentado nos últimos anos.
A “Abordagem Fintech” como Diferencial
Um dos pilares que reforça a confiança da Confrapar no modelo de negócio da Ingresse é a sua transição para uma solução all-in-one. Atualmente, cerca de 30% da receita da companhia já provém de braços financeiros (fintech), oferecendo antecipação de recebíveis, gestão de fluxo de caixa para produtores e tecnologias de consumo em eventos (como a Billfold).
Visão Global
Além da consolidação no Brasil, onde a base já supera 20 milhões de clientes cadastrados, a Ingresse avança em sua internacionalização. Com sede em Madri, a plataforma já opera em mercados europeus como Alemanha, França, Portugal e Itália, exportando a tecnologia e o know-how brasileiro em gestão de experiências ao vivo.
“Acreditamos que a melhor estratégia é reunir forças com os melhores empreendedores do segmento”, afirmou Gabriel Benarrós, fundador e CEO da Ingresse.
Na Confrapar, celebramos mais este marco. A aquisição da Ingresso Nacional não é apenas um aumento de market share, mas a prova da execução impecável de uma estratégia de longo prazo que estamos orgulhosos de apoiar.
O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense anunciou a Ingresse, empresa do portfólio da Confrapar, como sua nova parceira oficial para a gestão de ingressos e modernização da jornada do torcedor. A cooperação vai além da simples venda de entradas: trata-se de uma integração tecnológica profunda para otimizar o acesso à Arena e refinar a inteligência de dados do clube.
Para a Confrapar, este movimento consolida a tese de que a tecnologia da Ingresse é escalável para qualquer vertical de entretenimento ao vivo. A entrada em um dos maiores clubes de futebol do Brasil reforça a capacidade da plataforma em lidar com grandes volumes e operações complexas em tempo real.
Inovação no Futebol Brasileiro
A parceria foca em três pilares fundamentais:
Experiência Digital: Uma jornada de compra mais fluida, intuitiva e segura para os sócios e torcedores.
Inteligência de Dados: Uso de análise avançada para entender o comportamento do público e personalizar ofertas.
Eficiência Operacional: Modernização do controle de acesso e combate ao mercado secundário irregular.
A Visão da Confrapar
O setor de esportes é uma das fronteiras mais promissoras para a digitalização do entretenimento. Ao unir a tradição de um clube gigante como o Grêmio à agilidade tecnológica da Ingresse, vemos a criação de um novo padrão de consumo para o futebol nacional.
“A Ingresse tem se provado uma plataforma agnóstica a gêneros, capaz de transformar a experiência de um festival de música ou de um estádio lotado com a mesma eficiência e segurança,” destaca a equipe de gestão da Confrapar.
Este anúncio marca mais um capítulo na expansão acelerada da Ingresse, que segue liderando a inovação no mercado de eventos sob o apoio estratégico da Confrapar.