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Opinião: A Evolução da Tese de Healthtech na América Latina

Opinião: A Evolução da Tese de Healthtech na América Latina

Nossa jornada como investidores em tecnologia para a saúde nos ensinou lições valiosas e, muitas vezes, duras. No passado, através da experiência da Confrapar com o investimento na Help Saúde, vivenciamos na pele o quão difícil era inovar em um setor estruturalmente engessado. Naquela época, o grande desafio das healthtechs era tentar otimizar a escassez: nosso esforço era digitalizar agendas e conectar pacientes a uma oferta inelástica de médicos. Batíamos de frente com a baixa digitalização dos profissionais, a resistência à mudança de comportamento e, principalmente, a barreira intransponível do custo e da disponibilidade do atendimento humano. Estávamos presos ao modelo de pagamento por serviço (fee-for-service), que remunera a doença e limita o crescimento ao tempo físico do profissional.

Hoje, o paradigma mudou e a tese de investimento é radicalmente diferente graças à Inteligência Artificial. A IA não atua mais apenas como um facilitador de agendamentos, mas como um motor de expansão de capacidade. Ao assumir a “camada de informação” do cuidado — que envolve triagem, pré-diagnósticos, monitoramento crônico e educação em saúde —, a tecnologia reduz o custo marginal a quase zero. Isso nos permite, pela primeira vez, desenhar soluções para atender a uma demanda ilimitada por saúde e bem-estar.

A América Latina possui uma oportunidade única de pular etapas (leapfrog) nesse novo cenário. Em vez de tentar consertar ou replicar os modelos ocidentais baseados na escassez de recursos e no alto custo, a região pode adotar rapidamente novos modelos de negócios que promovam o consumo abundante de serviços de IA. A chave para essa virada é o abandono da cobrança por procedimento em favor do acesso contínuo. Modelos de assinatura ou pagamento fixo mensal por paciente (PMPM) alinham os incentivos da operadora, da startup e do paciente com a saúde preventiva de longo prazo.

Contudo, se a barreira de ontem era a adoção tecnológica, o grande obstáculo de hoje é regulatório. A lentidão na adaptação das regras do setor pode se tornar a principal âncora dessa revolução. A falta de diretrizes claras e de códigos de remuneração específicos para atendimentos e serviços mediados por IA inibe a inovação, impedindo que esses modelos ganhem escala e viabilidade financeira. Manter regulamentações desatualizadas significa atrasar a incorporação segura da IA na rotina clínica, privando a população de ganhos absurdos em qualidade de vida, redução de gastos evitáveis e aumento de produtividade.

O jogo mudou: a dificuldade não é mais conectar o paciente ao médico, mas sim democratizar o cuidado contínuo. Os vencedores nesta nova era na Latam serão os fundadores e investidores capazes de precificar a abundância e alinhar a tecnologia com novos modelos de negócios, enquanto ajudam a destravar os nós regulatórios do continente.

Escrito por: Kadu Guillaume/Founder and Managing Partner at Confrapar S/A

Apesar das turbulências, private equity cresce na região, diz Guillaume, da Confrapar

Kadu Guillaume, sócio da Confrapar, aparece de camisa longa ao fundo de um prédio com arbustos

Na avaliação do fundador da Confrapar, gestora com cerca de R$ 1 bilhão em ativos, mercado permanece aquecido por ativos descontados

Kadu Guillaume, sócio da Confrapar, diz que a turbulência global não esfriou o apetite das empresas

Kadu Guillaume é sócio e um dos fundadores da Confrapar, gestora brasileira de private equity e growth equity especializada em investimentos em empresas impulsionadas por tecnologia na América Latina, com cerca de R$ 1 bilhão em ativos sob gestão. Com mais de 15 anos de experiência na área e atuações em mercados da América Latina, Ásia e Estados Unidos, ele traçou, em entrevista exclusiva ao BRAZIL ECONOMY, o cenário de private equity no Brasil e na América Latina. Apesar do momento desafiador da economia internacional, a região segue como um polo atrativo para quem quer apostar nessa tendência. Confira a entrevista completa:

Como você enxerga o mercado de private equity atualmente no Brasil?

Esse mercado tende a ser, por natureza, oportunístico. Mesmo em contextos desafiadores, como o atual, marcado por juros elevados, câmbio volátil e incertezas políticas, ele permanece ativo na busca por ativos descontados, oportunidades de consolidação e empresas com fundamentos sólidos, que possam se beneficiar tanto de capital para crescimento quanto de uma gestão mais profissionalizada. O setor vinha atuando de forma mais oportunística, com foco em oportunidades pontuais. É importante que as empresas busquem teses de crescimento estruturadas, capazes de transformar empresas tradicionais em líderes de seus nichos, promover a consolidação de mercados e criar negócios mais competitivos e inovadores.

Qual o principal perfil de clientes que vocês enxergam como potenciais para este mercado?

Na Confrapar, a atuação como investidora está direcionada a estratégias de crescimento com algum viés tecnológico, ainda que não exclusivamente. Esse perfil mantém forte demanda, tanto de parceiros estratégicos, que agregam valor além do capital, quanto de investidores interessados em suporte para novos ciclos de expansão, acesso a redes de relacionamento e conhecimento setorial aprofundado. Ao investir em empresas com estratégias de crescimento apoiadas por tecnologia, é possível promover ajustes rápidos, reposicionar negócios no mercado e acelerar processos de digitalização e profissionalização. Além disso, a presença regional permite identificar quais países estão melhor posicionados para se beneficiar de distorções comerciais como essa, ampliando o potencial de retorno ajustado ao risco. Um setor em que a tecnologia vem desempenhando papel central é o de finanças, onde o Brasil se destaca internacionalmente, por meio de fintechs, insuretechs e plataformas de apoio à gestão.

Além de escritórios em cidades brasileiras, a Confrapar também possui operações em Bogotá e na Cidade do México. Você nota uma diversificação da cobertura de private equity para a América Latina?

Sim. A presença regional da Confrapar vai além do Brasil, abrangendo toda a América Latina. Essa cobertura geográfica permite diluir riscos específicos de cada país e, ao mesmo tempo, aproveitar oportunidades de transformação que surgem de forma assimétrica na região. A integração latino-americana amplia as alternativas de investimento e cria oportunidades concretas de expansão internacional para as empresas do portfólio, fortalecendo o retorno ajustado ao risco. Aliás, aqui eu destaco as áreas de logística e agronegócio, em que o Brasil e a América Latina já são tradicionalmente fortes, mas que apresentam grande potencial de crescimento com a aplicação de tecnologia e digitalização de processos, permitindo escalar operações.

Como as medidas protecionistas de Donald Trump impactam este mercado no Brasil?

A aplicação de tarifas sobre exportações brasileiras certamente cria desafios pontuais para algumas empresas exportadoras, como a Embraer e outras. No entanto, o impacto sobre o setor de private equity precisa ser analisado com mais nuances. Barreiras comerciais podem reduzir a competitividade de determinados players, mas também geram oportunidades, como substituição de exportações, redirecionamento de cadeias logísticas e surgimento de novos fornecedores locais.

Quais os principais setores que devem apostar em private equity no Brasil?

Os setores brasileiros em que concentramos nossos investimentos estão alinhados a teses de crescimento sólido, com potencial de expansão regional e uso estratégico da tecnologia como alavanca. Mesmo em segmentos tradicionais, temos identificado empresas capazes de escalar, inovar e se tornarem líderes em seus nichos. O setor de saúde é muito pulsante, incluindo serviços especializados, soluções de apoio e gestão hospitalar. São negócios que podem se beneficiar de capital para expansão, consolidação de mercados fragmentados e adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial aplicada à saúde. Outra área importante é a de ensino, principalmente educação continuada e profissionalizante, com foco em soluções digitais voltadas à inclusão produtiva e à empregabilidade, também impulsionadas pelo uso de inteligência artificial.

O Brasil ultrapassa 1.000 jatos e vira 2º maior mercado global

Pelo menos no céu, o Brasil já ocupa lugar de destaque global. Segundo levantamento da Flapper, o país acaba de ultrapassar a marca de 1.000 jatos executivos registrados — se consolidando como o segundo maior mercado de aviação privada do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

O número coloca o Brasil à frente de potências como México, Canadá e Alemanha, e destaca o ritmo acelerado de crescimento da aviação executiva no país. Em apenas cinco anos, o Brasil foi o país que mais adicionou jatinhos à frota privada.

Os dados de maio de 2025 mostram:

🇺🇸 Estados Unidos: 16.570 jatos
🇧🇷 Brasil: 1.033
🇲🇽 México: 698
🇨🇦 Canadá: 684
🇩🇪 Alemanha: 445

A explosão do número de aeronaves reflete não só o aumento da demanda por mobilidade aérea entre empresários, políticos e investidores, mas também o amadurecimento do mercado de táxi aéreo no país.

A Flapper, plataforma global de aviação sob demanda, é uma das protagonistas desse movimento. Com sede no Brasil e Portugal, e escritórios em hubs estratégicos ao redor do mundo, a empresa já transportou mais de 30 mil passageiros, mantendo índices de segurança considerados impecáveis no setor.

O cenário atual reforça o papel do Brasil como hub de aviação executiva na América Latina e revela um comportamento de consumo que vem se consolidando entre os altos executivos e famílias de alta renda: fugir dos aeroportos comerciais e ganhar tempo no ar.

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Outras Notícias
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Publicado em 03/06/2025

 

Flapper adquire Black Aviação e lança clube de jatos com meta de R$ 100 milhões

Flapper, empresa do portfólio da Confrapar e líder em aviação privada sob demanda na América Latina, acaba de anunciar um movimento histórico para o setor: a aquisição da Black Aviação. A operação não apenas expande a frota e a capacidade operacional da companhia, mas marca o lançamento do seu exclusivo clube de jatos privados, com uma meta ambiciosa de faturamento de R$ 100 milhões.

Para a Confrapar, este movimento é a materialização da nossa tese de investimento em plataformas tecnológicas que desintermediam mercados complexos. A Flapper deixa de ser “apenas” o “Uber dos jatos” para se consolidar como um ecossistema completo de mobilidade aérea de luxo e eficiência.


Sinergia e Expansão de Frota

Com a integração da Black Aviação, a Flapper incorpora uma expertise operacional robusta e ativos que permitem maior controle sobre a oferta de voos. A aquisição visa atacar um gap no mercado brasileiro: a necessidade de previsibilidade e exclusividade para o cliente corporativo e de alto padrão.

O Novo Clube de Jatos: Exclusividade e Tecnologia

O grande destaque da operação é o lançamento do clube de assinaturas de jatos. O modelo oferece:

  • Acesso prioritário a uma frota dedicada.

  • Custos operacionais otimizados através da tecnologia proprietária da Flapper.

  • Foco em eficiência: A meta de atingir R$ 100 milhões com este novo produto reflete a demanda reprimida por serviços de aviação executiva mais ágeis e menos burocráticos.

O Olhar da Confrapar

A Confrapar investe em empresas que possuem alta capacidade de execução e visão de longo prazo. Paul Malicki e o time da Flapper demonstraram, com este M&A, que a estratégia de escala da companhia é sustentável e inovadora.

“A aquisição da Black Aviação é um divisor de águas. Estamos unindo a inteligência de dados da Flapper com a solidez operacional de uma operadora de hangar e frota de excelência. É o futuro da aviação executiva chegando antes no Brasil”, destaca a equipe de gestão da Confrapar.

Próximos Passos

A Flapper continua sua trajetória de expansão não apenas no Brasil, mas consolidando sua presença internacional, utilizando a tecnologia como principal diferencial competitivo para democratizar (dentro de seu segmento) o acesso a voos executivos e otimizar a ocupação de aeronaves.

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Publicado em 13/02/2026

Ingresse anuncia 8ª aquisição e consolida liderança com apoio estratégico da Confrapar

 
 

 

 
 

A Ingresse, empresa do portfólio da Confrapar, acaba de dar mais um passo decisivo em sua jornada para se tornar a maior plataforma de entretenimento ao vivo do mundo. A companhia anunciou a aquisição da Ingresso Nacional, principal player da região Sul do país, marcando sua oitava movimentação de M&A (fusões e aquisições).

Para a Confrapar, este movimento reafirma a tese de investimento em empresas tecnológicas de alto crescimento que utilizam inteligência de dados e eficiência operacional para liderar seus mercados. Desde o início da nossa parceria, temos acompanhado a Ingresse em uma trajetória de expansão acelerada, que combina crescimento orgânico robusto com uma agenda de consolidação setorial extremamente precisa.

Expansão Regional e Metas Arrojadas

A chegada da Ingresso Nacional fortalece a presença da Ingresse em estados estratégicos e traz uma expectativa de incremento de R$ 750 milhões em volume de vendas. Com essa integração, a Ingresse projeta um crescimento de 50% no faturamento para 2025, mantendo o ritmo de expansão “high double digits” que tem apresentado nos últimos anos.

A “Abordagem Fintech” como Diferencial

Um dos pilares que reforça a confiança da Confrapar no modelo de negócio da Ingresse é a sua transição para uma solução all-in-one. Atualmente, cerca de 30% da receita da companhia já provém de braços financeiros (fintech), oferecendo antecipação de recebíveis, gestão de fluxo de caixa para produtores e tecnologias de consumo em eventos (como a Billfold).

Visão Global

Além da consolidação no Brasil, onde a base já supera 20 milhões de clientes cadastrados, a Ingresse avança em sua internacionalização. Com sede em Madri, a plataforma já opera em mercados europeus como Alemanha, França, Portugal e Itália, exportando a tecnologia e o know-how brasileiro em gestão de experiências ao vivo.

“Acreditamos que a melhor estratégia é reunir forças com os melhores empreendedores do segmento”, afirmou Gabriel Benarrós, fundador e CEO da Ingresse.

Na Confrapar, celebramos mais este marco. A aquisição da Ingresso Nacional não é apenas um aumento de market share, mas a prova da execução impecável de uma estratégia de longo prazo que estamos orgulhosos de apoiar.

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Outras Notícias
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Publicado em 13/02/2026

Grêmio e Ingresse fecham parceria para modernizar gestão de ingressos

 

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense anunciou a Ingresse, empresa do portfólio da Confrapar, como sua nova parceira oficial para a gestão de ingressos e modernização da jornada do torcedor. A cooperação vai além da simples venda de entradas: trata-se de uma integração tecnológica profunda para otimizar o acesso à Arena e refinar a inteligência de dados do clube.

Para a Confrapar, este movimento consolida a tese de que a tecnologia da Ingresse é escalável para qualquer vertical de entretenimento ao vivo. A entrada em um dos maiores clubes de futebol do Brasil reforça a capacidade da plataforma em lidar com grandes volumes e operações complexas em tempo real.

Inovação no Futebol Brasileiro

A parceria foca em três pilares fundamentais:

  • Experiência Digital: Uma jornada de compra mais fluida, intuitiva e segura para os sócios e torcedores.

  • Inteligência de Dados: Uso de análise avançada para entender o comportamento do público e personalizar ofertas.

  • Eficiência Operacional: Modernização do controle de acesso e combate ao mercado secundário irregular.

A Visão da Confrapar

O setor de esportes é uma das fronteiras mais promissoras para a digitalização do entretenimento. Ao unir a tradição de um clube gigante como o Grêmio à agilidade tecnológica da Ingresse, vemos a criação de um novo padrão de consumo para o futebol nacional.

“A Ingresse tem se provado uma plataforma agnóstica a gêneros, capaz de transformar a experiência de um festival de música ou de um estádio lotado com a mesma eficiência e segurança,” destaca a equipe de gestão da Confrapar.

Este anúncio marca mais um capítulo na expansão acelerada da Ingresse, que segue liderando a inovação no mercado de eventos sob o apoio estratégico da Confrapar.

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Publicado em 08/01/2026

Xmobots, Marinha e Petrobras selam parceria de R$ 50 milhões

 

A Xmobots, empresa do portfólio da Confrapar e líder em robótica aérea na América Latina, acaba de consolidar um marco histórico para a indústria tecnológica brasileira. Através de uma parceria estratégica envolvendo a Marinha do Brasil e a Petrobras, foi anunciado um investimento de R$ 50 milhões destinado ao desenvolvimento de drones de alta performance e soluções de monitoramento para a “Amazônia Azul”.

Para nós, da Confrapar, este movimento é a validação definitiva da nossa tese de investimento. Quando identificamos o potencial da Xmobots, sabíamos que a tecnologia de autonomia desenvolvida em solo nacional tinha capacidade para atender aos mais rigorosos padrões de exigência globais, tanto no setor de energia quanto na defesa nacional.

Sinergia entre Defesa e Energia

O projeto foca no desenvolvimento de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs) capazes de operar em ambientes marítimos desafiadores. A parceria une dois pilares estratégicos para o Brasil:

  • Petrobras: Busca eficiência e segurança máxima no monitoramento de plataformas e ativos em alto-mar.

  • Marinha do Brasil: Fortalece a soberania e a vigilância de nossas águas territoriais com tecnologia de ponta.

O Papel da Confrapar como Catalisadora

Desde o aporte inicial, a Confrapar tem atuado como parceira estratégica da Xmobots, apoiando sua governança e expansão de mercado. Ver a companhia liderar um consórcio desta magnitude com gigantes como Petrobras e a Marinha reforça o nosso compromisso em impulsionar empresas que resolvem problemas complexos através da inovação.

“Este contrato de R$ 50 milhões não é apenas uma venda de tecnologia, é um selo de confiança na engenharia brasileira. A Xmobots está redesenhando os limites da autonomia aérea, e a Confrapar se orgulha de fazer parte dessa trajetória desde os primeiros voos,” afirma a equipe de gestão da Confrapar.

O Futuro da Deep Tech no Brasil

O setor de Aerospace & Defense é um dos motores de inovação mais potentes do mundo. Com este novo aporte de tecnologia e capital, a Xmobots se posiciona não apenas como uma fabricante de hardware, mas como uma plataforma de inteligência de dados essencial para a infraestrutura crítica do país.

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Publicado em 03/02/2026

Ingressos online devem gerar US$ 100 bi até 2029

O mercado global de ingressos online segue em forte expansão e deve atingir a marca de US$ 101,36 bilhões (R$ 574,7 bilhões) até 2029, segundo estudo da Market Research Future. A estimativa reflete a digitalização dos eventos, o crescimento do entretenimento ao vivo e a busca dos consumidores por experiências conectadas e personalizadas.

No Brasil, embora faltem dados consolidados, o cenário também é de crescimento. Projeções da PwC apontam que o setor de entretenimento e mídia deve alcançar US$ 41,3 bilhões (aproximadamente R$ 240 bilhões) até 2027. Segundo a Abrape, o setor de eventos cresceu 19% em 2024, com faturamento de US$ 51 bilhões. Especificamente no segmento de ingressos online, o faturamento foi de US$ 81 milhões no mesmo ano.

Hoje, cerca de 330 empresas atuam na venda de ingressos no país, abrangendo desde grandes shows e festivais até eventos menores, como palestras, cursos, mentorias, cinema e teatro. Também fazem parte desse ecossistema eventos esportivos de diferentes escalas e iniciativas municipais. Entre os principais players do mercado está a Ingresse, que tem se consolidado como referência em tecnologia de venda de ingressos na América Latina.

Dados da Serasa revelam que 46% dos brasileiros destinam parte do orçamento mensal para shows e eventos. Outra pesquisa realizada pelo Viagogo em parceria com o YouGov mostra que 43% dos entrevistados estariam dispostos a abrir mão do consumo de álcool para garantir a compra de ingressos.

Com a digitalização do setor, novas soluções tecnológicas têm sido incorporadas, como controle de acesso inteligente, sistemas cashless, carteiras digitais e reconhecimento facial. De acordo com levantamento da consultoria McKinsey, 71% dos consumidores esperam experiências personalizadas das marcas — tendência que também se reflete no consumo de ingressos e no planejamento de eventos. 

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Publicado em 03/06/2025

Flapper atinge breakeven com R$ 49 mi

A Flapper, plataforma de mobilidade aérea sob demanda, anunciou que alcançou o breakeven após registrar receita de R$ 49 milhões no primeiro trimestre de 2025, consolidando-se como referência no setor de aviação executiva na América Latina. O marco foi atingido com operações em países como Brasil, México e Colômbia, evidenciando sua escalabilidade e modelo de negócios eficiente.

A conquista do breakeven marca uma virada estratégica para a empresa, que desde 2016 vem expandindo suas operações com foco em tecnologia e crescimento sustentável. A receita foi impulsionada por um aumento de 60% na demanda por voos fretados e compartilhados, além do fortalecimento da sua presença em hubs regionais de alto valor.

“Chegamos ao ponto de equilíbrio porque conseguimos estruturar a operação sem queimar caixa e com margem. Em 2025, queremos ir além dos negócios atuais e demonstrar que possuir um avião também pode ser feito de maneira estruturada e inteligente”, afirmou Paul Malicki, CEO da Flapper.

A empresa agora planeja ampliar sua atuação na Europa e no Oriente Médio, com novas rotas e parcerias logísticas em negociação.

Para mais detalhes, acesse: Link da Notícia

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Notícia publicada em 15/05/2025.

 

 

UCB e Powin firmam parceria em armazenamento de energia

A UCB Power, líder brasileira em soluções de armazenamento de energia, e a Powin, empresa global sediada nos EUA especializada em sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), firmaram um Memorando de Entendimento (MOU) para estabelecer uma parceria estratégica. O objetivo é escalar o mercado brasileiro de armazenamento de energia em larga escala (acima de 30 MW), impulsionado pela crescente demanda por soluções confiáveis que acompanhem a expansão das energias renováveis e a necessidade de estabilidade da rede elétrica no país.

O Brasil se prepara para realizar, ainda em 2025, o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) voltado exclusivamente para armazenamento de energia. Esse movimento representa um marco para a modernização do setor elétrico, permitindo maior flexibilidade operacional e integração eficiente de fontes renováveis. Juntas, UCB e Powin unem forças para entregar soluções tecnológicas escaláveis, confiáveis e otimizadas para atender às necessidades locais do setor de energia.


União de expertises para acelerar a transição energética

A UCB traz sua experiência consolidada no mercado brasileiro de energia, com amplo conhecimento do setor, expertise regulatória e forte capacidade de desenvolvimento. Com uma Giga-Fábrica em Manaus e uma presença comercial estabelecida, a empresa já fabricou mais de 120 milhões de baterias de lítio e entregou mais de 65.000 sistemas off-grid remotos. Essa infraestrutura a posiciona como referência para impulsionar soluções de armazenamento de energia no Brasil.

A Powin, por sua vez, se destaca globalmente na integração de sistemas de armazenamento de energia. Com um histórico de entrega de mais de 17 GWh em projetos ao redor do mundo, a empresa desenvolve soluções baseadas em sua plataforma de hardware Pod e no software proprietário StackOS, garantindo desempenho confiável, eficiência e escalabilidade.


Impacto no futuro do setor energético brasileiro

De acordo com Marcelo Rodrigues, VP de Vendas e Inovação da UCB, a parceria representa um avanço estratégico para o Brasil:

“A demanda por armazenamento de energia em larga escala no Brasil crescerá exponencialmente à medida que avançamos na transição para fontes renováveis e fortalecemos a infraestrutura da rede elétrica. Esta parceria com a Powin reforça nosso compromisso de trazer soluções de classe mundial para o mercado brasileiro, alinhadas às necessidades locais.”

Mark Babcock, CRO da Powin, também destacou a importância dessa colaboração:

“Como líder global em sistemas de armazenamento de energia, estamos entusiasmados em unir forças com a UCB para liberar todo o potencial do mercado brasileiro. Nossa tecnologia proprietária e experiência na cadeia de suprimentos, combinadas com a presença e conhecimento regulatório da UCB, estabelecerão um novo padrão para armazenamento de energia em larga escala no país.”


Perspectivas para o mercado de armazenamento de energia no Brasil

Com a proximidade do Leilão LRCAP 2025, que deve atrair investimentos significativos para armazenamento de energia, a parceria entre UCB e Powin está bem posicionada para moldar o futuro do setor elétrico brasileiro. Ao combinar inovação tecnológica e expertise local, as empresas pretendem oferecer soluções confiáveis, escaláveis e economicamente viáveis para impulsionar a resiliência da matriz energética nacional.

Para mais detalhes sobre a parceria e suas soluções, acesse: Link da Notícia

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Notícia publicada em 11/03/2025.