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Nutrebem: the first money of the children

CEO da Nutrebem, Henrique Mendes chegou à fintech como investidor-anjo, em 2012. Dois anos depois, assumiu o dia a dia da operação e foi, aos poucos, mudando a vocação inicial do negócio. Hoje, a empresa oferece uma conta digital para os alunos usarem nas cantinas escolares, que contratam esse serviço.

A solução não cuida apenas da educação financeira dos estudantes, que aprendem com a ajuda dos pais, que fazem a gestão da carteira digital por meio do aplicativo, a controlar as despesas. O consumo nas cantinas está associado às suas características nutricionais. Os pais sabem não apenas o que está sendo consumido – seja um pão de queijo ou um suco –, mas a qualidade do que está sendo ingerido pelas crianças. Quem administra o app é responsável por carregar a conta virtual, por cartão de crédito, boleto ou diretamente na cantina (o que elimina o custo financeiro) e pode definir o que está liberado para o consumo.

Como explica Mendes, uma mãe pode decidir que o consumo de bolo de chocolate está liberado apenas em um dia da semana. Se essa informação estiver no app, a criança não conseguirá fazer a compra no terminal da Nutrebem, instalado na escola e acionado por meio de login e senha do aluno.

JEITINHO

As cantinas e seus funcionários também têm um papel importante na operação, já que têm de cuidar da qualidade nutricional dos cardápios e ficar de olho nos estudantes que podem tentar driblar as informações no app e pedir para um amigo fazer a compra em outra conta no terminal.

“Orientamos sobre a responsabilidade que eles têm no negócio. O crescimento só vai ocorrer se os pais tiverem confiança. Isso passa por uma questão de saúde. Uma criança pode ter, por exemplo, alergia a amendoim, pedir para outra pessoa comprar e isso virar um problema muito sério de saúde”, explica Mendes. Em média, a receita da cantina pode crescer 35% depois de um ano de operação.

A classificação alimentar do app é feita por meio de um algoritmo desenvolvido pela própria fintech, que, segundo Mendes, também é uma health tech, já que é voltada à saúde. Os alimentos e bebidas têm a seguinte classificação nutricional, disponíveis no app para os pais: muito nutritivo, moderado, pouco nutritivo.

A receita da Nutrebem tem três fontes: aluguel do terminal pela cantina, taxa de transação cobrada sobre o que é vendido pela cantina por meio do serviço da fintech (de 2,25% a 2,9%) e uma taxa sobre as operações que fazem para carregar o cartão em operações com cartão de crédito ou boleto.

UNIDADES

Hoje, a Nutrebem tem uma carteira de 230 escolas e atende a cerca de 170 mil alunos – 85% estão entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas. Em Brasília, já são nove unidades de ensino. Mendes espera chegar a 240 unidades até o fim do ano. Se a previsão se confirmar, representará um acréscimo de 100 escolas em 12 meses. Em 2018, a fintech transacionou R$ 20 milhões nas operações em cantinas e, em 2019, a estimativa é alcançar R$ 32 milhões.

A operação no terminal, parecido com um caixa eletrônico, dura em média 11 segundos, enquanto a compra no caixa da cantina, de acordo com o CEO, demora em torno de 45 segundos. A máquina emite um cupom e, com ele, o aluno vai diretamente para o atendente fazer seu pedido, sem ter de passar pelo caixa.

Até agora, a Nutrebem já passou por três rodadas de investimento, num total de R$ 15 milhões aportados. A mais recente, no valor de R$ 5 milhões, foi feita pela Kviv Ventures, que se torna acionista, ao lado da Confrapar e da Barn. Segundo Mendes, há caixa suficiente para a operação rodar até o fim do ano que vem. Por isso, o empreendedor começa a partir de setembro a estruturar informações para uma nova captação em junho de 2019.

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