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Flapper passa a aceitar Bitcoin no Brasil

Após a efêmera hipervalorização de 1300% do Bitcoin, o investimento na moeda está passando por uma fase de amadurecimento no Brasil e no resto do mundo.

Dessa forma, as criptomoedas também vêm ganhando espaço quando o assunto é o pagamento de produtos e serviços.

Notando um aumento na demanda de voos fretados e compartilhados por estrangeiros e millennials, a Flapper, empresa de flight-sharing, focada no segmento de aviação executiva e economia compartilhada, através de seu aplicativo, começa a aceitar pagamentos com Bitcoin em voos fretados ou por assento.

Atualmente disponível para a versão iOS do app, a companhia acredita que esse é o melhor momento para começar a testar e medir o comportamento dos usuários relacionado ao uso da criptomoeda.

Por meio de um acordo fechado com a empresa Warp Exchange, uma fintech brasileira de pagamento com criptomoedas, que lida com todo o ciclo de transação criptografada, a operação já começou a funcionar para os usuários.

A Flapper apostou no lançamento do uso de Bitcoin nesse Carnaval, período de alta utilização do aplicativo, nas viagens com aeronaves executivas entre São Paulo e Rio de Janeiro, São Paulo e Angra dos Reis e Rio de Janeiro e Búzios.

Além dos períodos festivos, a empresa possui voos recorrentes para as rotas citadas e voos sob demanda para outras cidades do Brasil.

Em todo o mundo, apenas mais duas empresas no setor de aviação aceitam criptomoedas: uma no setor de aviação executiva, a californiana Surf Air e uma no setor de voos de baixo custo, a FAT Taiwan.

“Embora ainda não saibamos para onde o frenesi do Bitcoin levará o Brasil nos próximos anos, acreditamos que este é o momento de começar a testar e analisar o comportamento do usuário relacionado à criptocorrências.

A alta demanda nos feriados de Carnaval e para o Rio de Janeiro, sendo o principal destino para o turista estrangeiro médio, criou um cenário perfeito para esse lançamento”, explica Arthur Virzin, Chief Technology Officer (CTO), da Flapper.

Soluções envolvendo sistemas de pagamentos não é algo novo para a equipe de tecnologia da Flapper.

Os cofundadores já fizeram parte do time de desenvolvimento da Qiwi, empresa multinacional de pagamentos de origem russa, sendo Brasil o primeiro país a ter independência tecnológica da matriz com as suas próprias soluções tropicalizadas.

Na Flapper, o desafio é trazer mais soluções tecnológicas para o mercado de aviação executiva. Atualmente, são aceitos pagamentos com cartões de crédito (American Express, Visa, Mastercard, Discover, JCB, Diners Club e Elo), e o cartão mobilidade Alelo e faturamento para as empresas.

A companhia é a primeira no setor a oferecer pagamento parcelado para voos fretados. Em 7 meses após o lançamento da funcionalidade, mais de 40% dos voos são pagos em parcelas.

Bitcoin no Brasil e no mundo

Ainda em baixa escala, mas em crescente evolução, no Brasil há centenas de estabelecimentos que aceitam pagamentos em Bitcoin, desde restaurantes, lojas e até construtoras.

Os jovens somam a maior parcela de usuários da moeda. Conforme aponta uma pesquisa da Serasa Experian, só na Mercado Bitcoin, a maior operadora do país, de um total de 1 milhão de clientes, quase 60% têm até 33 anos.

O último relatório Luxury Trends 2019, realizado pela CB Insight, sugere que há uma tendência crescente no uso de criptomoedas, não apenas por novos investidores no setor, mas também pelos millennials, chegando a um em cada quatro jovens utilizando a moeda digital, nos Estados Unidos.

O número de usuários ativos de criptomoedas no mundo também aumentou chegando a 1/3, sendo 11% já usam para efetuar pagamentos.

Como funciona o pagamento no app

Para realizar o pagamento com Bitcoin, basta escolher o voo compartilhado ou fretamento desejado, prosseguir para os métodos de pagamento e escolher entre eles o Bitcoin.

Ao selecioná-lo, o usuário será conduzido para a tela na qual ele terá cinco minutos para copiar o endereço do wallet, o valor e realizar a transferência. Assim que confirmada, o usuário receberá a confirmação em forma de reserva.

“A opção de usar o Bitcoin é o primeiro passo. Uma vez validado, ideia é oferecer outras criptomoedas como forma de pagamento e fornecer o serviço para todas as plataformas”, finaliza Virzin.

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